Eu quero ir pra Boiçucanga 1
Carnaval de 87. Decidimos acampar em Paraty. Do grupo, iríamos eu, Lu, Rê, Edmar e Zé. Todos na Kombi do Marcos, amigo bailarino do Zé, que levaria as irmãs: Mônica e Marcia. A viagem tinha tudo pra ser ótima, mas foi a pior aventura da minha vida. Mesmo antes de começar, todos os sinais diziam que os problemas iam ser muitos. Hoje, parece uma lenda.
A preparação
Durante a semana, nos armamos de mentiras. Para convencer o pai da Rê, eu e a Lu fomos à casa dela com a história que iríamos para o ap. de uma amiga no Guarujá. Até o endereço do ap. eu dei. O endereço era até verdadeiro (a quitinete de um primo meu), mas até hoje eu não conheço o lugar. Na minha casa eu disse que iria para Bertioga.
Tudo começou a dar errado no sábado de manhã. Eu trabalhando na loja do meu irmão e aparece o Zéelias completamente bêbado, falando merda. Detalhe: o cara nunca tinha ido na loja.... Meu pai na hora se espinhou: "Você vai viajar com esse cara?". "De jeito nenhum. Nem de praia ele gosta..." E trata de fazer o Zé sumir...
Sábado à tarde, eu em casa arrumando a mochila e liga a Lu: "Que eu levo?" "Lu, a gente vai acampar... leva alguma coisa leve, umas coisas pra comer, sei lá?" Eu lembro que perdi a paciência, não entendia como a Lu não sabia o que levar, começou um bate-boca sem sentido e ela decretou: "Quer saber, eu não vou na porcaria dessa viagem". E bateu o telefone na minha cara. Nunca tinha brigado com a Lu. Fiquei em choque, mas fui viajar.
O ponto de encontro era a loja de silk do Marcos, no Centro de Santo André. Na hora de sair, final da tarde de sábado, começou a cair um puta temporal. Que sábado!! Meu pai, todo solícito, disse: "Eu te levo lá!" Por dentro eu gritei "NÃO!!", mas não tinha jeito. Entrei no carro e fui morrendo de medo do Zé estar lá e minha mentira ir por água abaixo. Mas não estava. Aliás, não tinha ninguém lá. Só um cara que não conhecia e não lembro quem era. Meu pai foi embora na chuva e eu fiquei esperando durante sei lá quanto tempo, mas foi uma eternidade.
Acho que foi o próprio Marcos quem chegou e fomos pra casa do Zé. Ele estava lá, quase de coma alcóolico. Não lembro quantos de nós, mas sei que o colocamos debaixo do chuveiro. Sairíamos na madrugada de domingo, numa perua sem bancos traseiros, que só pegava quando calávamos a boca e rezávamos. (continua)

1 FALA POVO:-
Anônimo said...
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- 1:32 PM
Oi Vivi que história essa nossa ...que viagem heimmmmmm...quando começei a ler chorei...mais não me pergunte porque...era uma mistura de sentimento...alegria...saudade...tristeza...e muita felicidade tudo ao mesmo tempo...eu deixei um recado pra vc no orkut antes de ver o seu blogger...isso é muito loco mesmo...saudade ... beijo...Moniquinha
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