O lugar dos ensaios e o escadão
Depois da Lu e da Marcia, agora só falta mesmo o Edmar e a Suzete dos que já foram convidados. Só falta responderem. O Edmar parece que é meio analógico e a Suzete está tão grávida que não se dispõe a sentar no computador... Mas era legal ter o nome completo do todos os outros participantes. Assim, eu tento encontrar nas buscas da internet e convido mais gente.
Aí vão mais lembranças...
Os ensaios eram mesmo maravilhosos. Primeiro usávamos o espaço do Singular. Mas, num certo momento, o colégio nos expulsou de lá. Não tinha espaço para dois grupos de teatro?? Acho que era isso. Eles tinham o Içué Detalhe, mais antigo e promissor... Nós éramos muito despirocados para aquela escola tão certinha. Aí, onde ensaiar? O Zé descolou o espaço da escola de balé do amigo dele, em Santa Terezinha. Como era mesmo o nome?? Ballet Oficina?? Acho que lá fomos bem mais felizes. A luz no lugar, pelo menos, era natural, tinha espelho nas salas, só nós entrávamos lá...
Aí a rotina dos fins de semana era mais ou menos assim: sábado à tarde ensaios, à noite escadão. Eu gostava nos exercício teatrais, mas no fundo não gostava mesmo de representar. Estava lá mais pela companhia e não me sentia muito à vontade de cara limpa, no palco (Mais tarde, me encontrei melhor no palco de palhaço - "Palhaço pode", como dizia o Edmar - e de Magali, onde ninguém me reconhecia). Minha veia cômica era meio tímida, sem graça mesmo. Não rolava. Às vezes achava que o Zé ia me bater porque não conseguia fazer o que ele me pedia nas cenas (quanto trauma!!)... Houve momentos que quase larguei tudo, mas me sentia tão incluída e me divertia tanto vendo os outros representarem, que essa possibilidade não passava de um pensamento que nem dividia com as pessoas. Achava o máximo ver a Lu e o Edson no Billy, de Kid. O Edmar "costurando" as cenas!! O Hilton (ou é Wilton) sério era engraçado!! A Marcia falando "Batata!!" A Su... bem a Suzete é a Suzete, como todos sabem... Fantástico era aquilo!!!
E à noite, o escadão... Quem não se lembra do escadão: Rua 1º de Maio, na frente de uma agência do BB. Ocupamos aquele espaço no dia em que o dono do barzinho em frente (na mesma casa do tatoo) decidiu que nós tínhamos de pagar couvert artístico. Que couvert o caralho!! Esperamos o músico sair do palco do lado de fora. Ele sentou no escadão e cantou para a gente, de graça, com seu violão. Acho que foi Vila do Sossego, do Zé Ramalho. Naquela noite eu decidi que queria ser cantora, pode?? Rouca e desafinada, se não mudasse idéia, estaria morrendo de fome hoje. Não lembro de ter entrado de novo naquele barzinho. Passávamos noites e mais noites no escadão, bebendo sangue de boi, deitados no chão vendo as estrelas e tocando violão. Vida mansa! Meu pai, horrorizado, dizia que eu era boêmia. Para meu azar meu irmão era super careta e não bebia nem cerveja. Ou seja, eu era a ovelha negra. Uma vez meu pai ameaçou me bater na cara e me expulsar de casa por causa da turma de motoqueiros e do teatro. Ele só se rendeu ao grupo quando foi ver a peça com um amigo, no Conchita, e o cara ria tanto que até chorava. O velho ficou envergonhado. Ele não botava a menor fé até então. Quando entrei na Maurício e virei Magali, ele ficou super orgulhoso. Coisa de pai...

2 FALA POVO:-
Anônimo said...
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- 7:32 PM
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Anônimo said...
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- 10:16 PM
A Suzete tá tão gorda que se ela sentar no computador, como vc sugeriu, ele explode.
E lá vão os nomes dos perdidos:
Douglas de Araujo
Silvia Helena Ramos
Wilton elias da Silva.
Pois os achados já estamos todos e todos com saudades da Re.
Silvia Helena Ramos, trabalha no Fórum de São Bernardo do Campo
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