Viva o Wilton!!
É maravilhosa mesmo família do Wilton... São puro Molambo. Já estou com saudades. Quando vai rolar outro encontro, heim? Temos que marcar. Só uma coisa: o Wilton tem que publicar o que lembra e não ficar escrevendo só no fala-povo...
É maravilhosa mesmo família do Wilton... São puro Molambo. Já estou com saudades. Quando vai rolar outro encontro, heim? Temos que marcar. Só uma coisa: o Wilton tem que publicar o que lembra e não ficar escrevendo só no fala-povo...
Naquele bar da Vila Pires, na esquina da Coroados com a Martin Afonso de Souza, mesmo lugar onde nos vimos na sexta passada??
Chegamos a visitar o que seria a nossa sede. Um casarão antigo, na esquina da Agenor de Camargo com a Cel. Ortiz. Ficava na mesma quadra do Ballet Oficina. A idéia era ter um espaço próprio para ensaios e também dar aulas. O Zé que nos levou lá. Lembro que, quem visitou o local, achou a idéia ótima. Estávamos cansados de lugares emprestados. Não sei se o casarão está lá ainda, acho que não... Mas durante anos passei por aquela esquina e lembrei com tristeza daquele sonho que não decolou.
O FIM DE BILLY, THE KID
O nosso drama, talvez o grande drama, foi a grana do Molambo. Quanto arrecadamos naquele fim de semana da Independência de 1986, na nossa apresentação no Municipal? A apresentação era nosso prêmio, por ter vencido o festival de 85. E quanta gente nos assistiu naqueles dias gloriosos? E pra onde foi o dinheiro? Tudo isso deu muita briga. Bem, aí vai a numerária.
O Moisés não era um agregado, não. Ele era fundador do Molambo. Foi um dos primeiros a entrar no grupo. O Moisés participava dos ensaios, dos "exercícios teatrais" bem lá no comecinho do grupo, quando ainda ensaiávamos no Singular. Tinha um amigo que estava sempre com ele, o Celsinho, cara muito maluco. Daquela primeira formação, tinha ainda o Jairo, que tocava violão, o Clebson, que roubou meu cobertor em Campos do Jordão, e mais umas meninas que não lembro o nome. Desse pessoal temos fotos. Mas, não sei porque, nenhum deles ficou no grupo para representar. O Mo continuou como técnico!! Eu não lembrava mais nem disso.
Seus comentários são preciosos.. publica na página.. aí vira parte da história mesmo...
Até que enfim conseguimos nos encontrar. Cinco que, bem ou mal, ficaram quase que o tempo todo nesse grupo amalucado. Faltou a Suzete... Mas ela vai estar em outros encontros e mandou beijos para todos. Faltaram Wilton e Douglinhas também, mas eles prometem estar no próximo.
Para promover o espetáculo, colocamos cartazes por toda a cidade e panfletamos por todos os lados. Acho que até nos orelhões. Mas também, na madrugada, pichamos vários muros: um foi o da frente de casa (morava na Antonio Bastos) e, o pior deles, o muro azul marinho, recém-pintado do Colégio Monteiro Lobato, na Elisa Fláquer. Os pichadores: eu, Edmar, Lu e Rê (não lembro se a Márcia estava). Lembro nossa empolgação quando vimos aquele muro tão azul, tão limpinho, perfeito para a gente escrever o nome da peça, que era enorme: "É Rindo que se Chega Mais Fácil ao Meio do Inferno".
Quase fui às lágrimas com o seu depoimento, Edson...
Sensacional, é o adjetivo mais adequado no momento.
Depois da Lu e da Marcia, agora só falta mesmo o Edmar e a Suzete dos que já foram convidados. Só falta responderem. O Edmar parece que é meio analógico e a Suzete está tão grávida que não se dispõe a sentar no computador... Mas era legal ter o nome completo do todos os outros participantes. Assim, eu tento encontrar nas buscas da internet e convido mais gente.
Não lembro exatamente como começamos a chamar o Edson de Pai. Mas a Lu tem razão quando diz que, para nós, ele era aquele que protegia, alguém com quem podíamos contar a qualquer hora. E era qualquer hora mesmo...
Reencontrar o Edson e Lu foi o começo de tudo isso. Mais de 15 anos depois do fim do Molambo, eu não tinha mais esperanças de me reaproximar de ninguém daquele período. Só mantinha contatos esporádicos com a Lú e a Sú. Uma noite, um telefonema, a Lu do outro lado: "Vou casar". Meu coração acelerou. A felicidade da Lú dizia que uma surpresa se reservava para mim. "Com quem?", perguntei. "Fala com ele". Foi uma grande surpresa!! Eu, paralisada do outro lado da linha, ouvindo a voz do meu melhor amigo que não escutava há sei lá quantos anos. O porquê dos desencontros?? Agora não importa. No primeiro encontro dos três, necessariamente reservado, um bom porre de vinho com direito a voltar para casa com escolta foi o que bastou. Fotos e cartas antigas, lembranças aflorando, vontade de beijar e abraçar os dois sem parar...
Organizamos uma viagem para Campos do Jordão. De fato, eu não lembro quem organizou o passeio, para quem eu paguei e como soube, só sei que no dia da viagem estava lá. Era julho, inverno, e o ambiente tinha aquele sol morno, que deixa a paisagem meio amarelada, sabe? Toda moçada, praticamente o grupo todo se reuniu na frente do Iesa para pegar o busão. Que pessoal com cara de maluco!! O passeio iria ser de um fim de semana. O Edson foi até lá, mas não embarcou no ônibus. Homem casado, outras preocupações... Acho que a Marcinha também não foi. Eu aproveitei e levei a minha máquina fotográfica e fui tirando fotos de tudo e, principalmente, de todos. No ônibus, a moçada da pesada ficou no fundão. Eu acho que sentei com a Lú um pouco mais à frente. Se não foi com ela, foi com outra garota. E toca o ônibus a seguir viagem. Os copos e garrafas com bebidas vinham sempre para frente, para a gente bebericar. No meio da viagem, a Cátia, aquela menina linda e maravilhosa, “espanhola”, prima da Rê, namorada do Zé, que eu invejava (afinal ela parecia uma mulher pronta e eu me sentia uma garotinha minúscula perto dela), corre para o banco da gente e avisa: “Meninas, não bebam isso porque aí tem Artani.” Olha, eu não sabia o que era aquilo, mas entendi que não devia beber mesmo. Hoje acho até que deveria ter bebido. Naquele dia passei a achar que aquela garota era bem legal. Chapada, ou prestes a, teve saco para se preocupar com as garotas que ela sabia que eram caretas, mas eram bem legais. Ou seja, nós. Hoje isso parece uma bobagem, mas foi assim que senti no dia.